Mensagens que avisam sobre operações policiais e fiscalizações são compartilhadas rapidamente; dependendo do caso, a conduta pode ser analisada pelas autoridades
Em Três Lagoas, mensagens avisando sobre a localização de blitzes e operações de fiscalização estão cada vez mais comuns em grupos de WhatsApp e redes sociais.
“Tem blitz na avenida”, “polícia fiscalizando” e outros alertas são compartilhados rapidamente entre motoristas, muitas vezes alcançando dezenas ou até centenas de pessoas.
Os responsáveis por grupos utilizados para esse tipo de alerta passaram a chamar a atenção das autoridades.
O ALERTA PODE FAZER O MOTORISTA MUDAR DE ROTA
Na prática, quando uma pessoa recebe antecipadamente a informação sobre uma blitz, pode mudar seu trajeto e evitar o ponto onde ocorre a fiscalização.
Além dos grupos de mensagens, uma prática antiga continua acontecendo nas ruas e rodovias: motoristas utilizam os faróis para avisar quem vem no sentido contrário sobre a presença de fiscalização.
Com os aplicativos, porém, a informação consegue chegar a muito mais pessoas em poucos segundos.
AVISAR SOBRE BLITZ É CRIME?
A questão não é tão simples. O artigo 265 do Código Penal prevê punição para quem atenta contra a segurança ou o funcionamento de serviço de utilidade pública, com pena de um a cinco anos de reclusão e multa.
UMA MENSAGEM PODE TER CONSEQUÊNCIAS
O problema passa a ganhar outra dimensão quando o compartilhamento de informações tem como finalidade ou efeito frustrar uma operação de fiscalização ou facilitar a evasão de determinada ação policial.
Por isso, a orientação é não tratar a situação de forma simplista, dizendo que “avisar blitz é crime” ou que “não dá nada”. Cada situação precisa ser analisada individualmente.
Em Três Lagoas, com operações de trânsito e policiamento ocorrendo em diferentes pontos da cidade e das rodovias, os grupos que divulgam esses locais passam a receber maior atenção.
Fonte: TL NOTÍCIAS



