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Mesmo sob concessão privada, trecho da BR-262 na ponte do Rio Verde acumula buracos e gera alerta, em Água Clara-MS

Mesmo sob concessão privada, trecho da BR-262 na ponte do Rio Verde acumula buracos e gera alerta, em Água Clara-MS

Um motorista enviou imagens à redação do Fatos Regionais para alertar sobre o péssimo estado de conservação do asfalto na BR-262, especificamente na ponte sobre o Rio Verde, em Água Clara (MS). Denominada Ponte Odonaldo Lázaro Dutra — em homenagem a um ex-prefeito do município —, a estrutura marca a divisa entre Água Clara e Ribas do Rio Pardo.

 

O condutor chama a atenção para o risco constante na via, que registra tráfego intenso ao longo de todo o dia e parte da noite. Pelo local, transitam centenas de carretas carregadas com toras de eucalipto e celulose a caminho do polo industrial de Ribas do Rio Pardo, além de caçambas e veículos de passeio

.“Precisamos cobrar das nossas autoridades uma solução para esse problema antes que algo grave aconteça”, desabafou o motorista.

 

O trecho em questão faz parte da BR-262, importante corredor logístico que liga Três Lagoas a Campo Grande. A rodovia foi concedida à iniciativa privada e, inclusive, já conta com praças de pedágio em construção ao longo de sua extensão.

 

A Concessão e a Rota da Celulose

A empresa responsável pela administração do trecho privatizado da BR-262 em Mato Grosso do Sul é a concessionária Caminhos da Celulose. A concessão integra o projeto “Rota da Celulose”, leilão que transferiu a gestão da malha viária para o setor privado.

 

O bloco concedido abrange 870,3 quilômetros de rodovias estaduais e federais no estado. No caso da BR-262, o segmento sob responsabilidade da concessionária estende-se por 328,2 quilômetros — da divisa com São Paulo (em Três Lagoas) até o entroncamento com a BR-163, em Campo Grande. O contrato de concessão prevê a duplicação obrigatória de mais de 100 km dessa via, com prioridade para o trecho entre a capital e Ribas do Rio Pardo.

 

O mesmo pacote inclui também a BR-267 (entre Bataguassu e Nova Alvorada do Sul) e as rodovias estaduais MS-040, MS-338 e MS-395, fundamentais para o escoamento da produção de celulose no Leste do estado.

 

Já o trecho da BR-262 que segue de Campo Grande a oeste — rumo a Aquidauana, Anastácio e Corumbá — permanece sob gestão pública do governo federal, via Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).

 

João Maria Vicente

 

Foto – Colaborador do Fatos Regionais