POLÍCIA CIVIL INVESTIGA GOLPES VIRTUAIS EM DRACENA APÓS 10 CASOS EM 15 DIAS; SAIBA COMO SE PROTEGER
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POLÍCIA CIVIL INVESTIGA GOLPES VIRTUAIS EM DRACENA APÓS 10 CASOS EM 15 DIAS; SAIBA COMO SE PROTEGER

POLICIA INVESTIGA GOLPES VIRTUAIS EM DRACENA APÓS 10 CASOS EM 15 DIAS; SAIBA COMO SE PROTEGER

A Polícia Civil de Dracena (SP) investiga ao menos 10 golpes virtuais registrados nos últimos 15 dias. Segundo as investigações, os criminosos usam o nome de uma conhecida empresa nacional de entregas para enganar as vítimas.

 

De acordo com a Polícia Civil, os golpistas também usavam técnicas de engenharia social para ganhar a confiança das vítimas e conseguir informações. O contato era feito principalmente por ligações pelo WhatsApp.

 

As investigações estão sendo feitas pelas Unidades Especializadas – Delegacia de Investigações Gerais (DIG) e Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise).

 

Para cada ocorrência, foi instaurado um inquérito policial. Durante as investigações, as vítimas serão ouvidas e documentos serão reunidos para ajudar a esclarecer os casos.

 

Além disso, a polícia busca comprovantes de transações bancárias e registros das conversas com os suspeitos, como mensagens, e-mails e contatos feitos por aplicativos. Esses materiais podem ajudar a entender como os golpes foram aplicados e identificar os responsáveis.

 

ENTENDA COMO O GOLPE É FEITO

O caso ganhou repercussão após as autoridades fazerem um alerta na quarta-feira (9) a respeito da estratégia utilizada pelos golpistas. Em uma das abordagens, o criminoso faz o contato com a vítima, se passando por uma pessoa conhecida dela que pedia ajuda para finalizar o cadastro na plataforma.

 

Conforme a polícia, a mensagem utilizada pelos golpistas é semelhante a: “Precisava de um favor. Fiz um cadastro de vendas no [nome da empresa] e me pediram dois números de confiança para confirmar o cadastro. Como confio em você, coloquei o seu.”

 

A partir dessa primeira abordagem, o golpista pode realizar uma ligação pelo WhatsApp, se apresentando como suposto funcionário da plataforma de vendas online.

 

Durante a conversa, o criminoso informava que seria necessária uma suposta verificação, avaliação ou confirmação de segurança para concluir o cadastro ou determinada operação.

 

Na sequência, o falso atendente passa a orientar a vítima a realizar determinados procedimentos no celular, procurando conduzi-la a passar códigos, informações ou realizar ações que pudessem comprometer a segurança digital.

 

A estratégia utilizada pelos criminosos tem como objetivo criar uma situação aparentemente legítima e urgente, fazendo com que a vítima acredite estar sendo auxiliada por uma pessoa conhecida ou por um representante da plataforma.

 

A partir da confiança estabelecida, o criminoso procura induzir a vítima a realizar ações que podem resultar no comprometimento de dados pessoais, contas, informações bancárias e recursos financeiros.

 

Em entrevista à TV TEM, o especialista em segurança digital Jair Tavares orienta que, diante de uma abordagem suspeita, a pessoa interrompa o contato e procure confirmar a informação por outro meio, sem utilizar os canais indicados pelo próprio suspeito.

 

Segundo ele, criminosos costumam se aproveitar da rotina e da falta de tempo das vítimas para tentar impedir que elas percebam os sinais de golpe.

 

O especialista também alerta que até mesmo uma suposta central de atendimento ou número de telefone fornecido durante a abordagem pode fazer parte da estratégia dos criminosos.

 

"Às vezes eles são tão ardilosos que eles fornecem um número para entrar em contato e é o número da própria quadrilha”, explicou.

 

O g1 entrou em contato com o Mercado Livre para pedir uma nota de posicionamento sobre o assunto, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

 

A Polícia Civil reforça que desconfiar de abordagens suspeitas, interromper o contato e confirmar as informações pelos canais oficiais da empresa são medidas importantes para evitar golpes virtuais. Essas precauções ajudam a dificultar a ação de criminosos que usam técnicas de engenharia social para enganar as vítimas.

 

G1